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Carrancas, 13 de Dezembro de 2017 :: 94 visitantes online.

Boletim Informativo Secretaria Municipal de Saúde

Publicado em 11/09/2017 14:32:10


 

SÍFILIS NO SÉCULO XXI

 

Moura, A. C.; Pitaluga, A. L. O.; Santos, J. W.;

Carvalho, M. T. G.; Furtado. B. G. A.

 

A sífilis é uma doença de evolução lenta, de caráter infeccioso e transmitida por relações sexuais sem uso de preservativos. Quando não tratada, alterna períodos sintomáticos e assintomáticos, com características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas. Não existe vacina contra a sífilis, e a infecção pela bactéria causadora não confere imunidade protetora. Isso significa que as pessoas poderão ser infectadas várias vezes durante a vida, sempre quando forem expostas ao Treponema Pallidum (BRASIL, 2016).

Segundo Nursing (2017), a sífilis pode ser classificada em:

Sífilis primária: Ferida geralmente única (pênis, vulva, vagina, colo, ânus, boca ou outros locais), que aparece 10 a 19 dias após o contágio. Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha, que desaparece sozinha até mesmo sem tratamento.

Sífilis secundária: manchas avermelhadas no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, que também podem desaparecer sem tratamento.

 Sífilis latente: período assintomático da sífilis, que podem durar de 10 a 20 anos.

 Sífilis terciária: Nesse estágio, a doença pode causar danos a diversos órgãos, como cérebro, coração, fígado, nervos, ossos, vasos sanguíneos e articulações, podendo ter retardo mental entre tantos outros problemas, podendo levar à morte.

Sífilis congênita: nessa fase, a mãe passa a doença para o bebê via placenta durante a gravidez ou no momento do parto, se não tratada com penicilina ou

 

 

inadequadamente tratada transmite a bactéria para a criança, podendo apresentar consequências severas, assim como abortamento.

No Brasil, segundo dados da OMS sobre infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, surgem 937.000 novos casos de sífilis. A prevalência na gestante é de 2,6%, o que corresponde a quase 50 mil gestantes com sífilis e 12 mil casos são de sífilis congênita por ano. A taxa de incidência de sífilis congênita é de cerca de 4 casos / 1.000 nascidos vivos. Ainda, a OMS considera que a sífilis congênita é eliminada quando a ocorrência é de 0,5 casos/1000 nascidos vivos (SES, 2017).

No município de Carrancas, ocorreu um aumento significativo neste ano de 2017 de número de casos notificados pela vigilância epidemiológica, a partir desta estatística, foi avaliado a necessidade de priorizar este assunto, como fonte de orientação neste boletim informativo e apresentar o projeto desenvolvido para este enfrentamento.

Situação epidemiológica de sífilis em Carrancas

 O projeto para prevenção da sífilis foi desenvolvido pelas Enfermeiras e Agentes Comunitárias de Saúde das Equipes de Saúde da Família do município de Carrancas, afim de sensibilizar a população Carranquense no controle desta epidemia, com objetivo de trazer informações e orientações aos profissionais de saúde e população geral.

A   metodologia   utilizada   foi através de ações educativas, com intuito de   abranger   o   máximo   de pessoas da população, para que os participantes possam replicar essas informações os que desconhecem sobre o assunto. Primeiramente, os próprios profissionais de saúde, principalmente Agentes Comunitários de Saúde que são o elo  de ligação entre  a equipe e a população, receberam orientações por  ações continuadas,  o projeto dará continuidade com a distribuição de panfletos nos domicílios durante as visitas domiciliares mensais, aprimorando a busca ativa, além de tendas educativas em lugares estratégicos onde há maior número de pessoas, ficou na competência dos Médicos e Enfermeiras as palestras educativas nas UBS, Escolas, Grupos Operativos, Salas de acolhimento, Polos de Atendimento Médico das áreas rurais e outros lugares que avaliarem necessário. Os profissionais Médicos, estão atentos   e mantendo um olhar   voltado   para   um   possível   diagnóstico   precoce, realizando uma anamnese eficaz e solicitando exames para detecção se necessário. A Secretaria Municipal de Saúde   responsável   por   disponibilizar materiais e auxiliar administrativamente nas ações para este enfrentamento.

Conforme o projeto está em fase de desenvolvimento e as ações sendo executadas paulatinamente, os profissionais envolvidos já perceberam um despertar de interesse nos participantes em propagar as informações sobre o assunto, visto que todos estamos expostos ao risco de infecção, assim como nossos familiares que reside no município. A população ainda permanece um pouco receosa em realizar exames para detecção precoce, porém se interessaram no tema. As outras ações serão executadas, conforme o planejamento e disponibilidade dos profissionais, visto que, a sensibilização deve ser contínua e atualizada.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Boletim Epidemiológico Mineiro (BEM): Sífilis. Belo Horizonte, 2016.

 

 

NURSING. Sífilis: O que é? Causas, sintomas e tratamento. Disponível em: <http://www.nursing.com.br/sifilis-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamento/>. Acesso em: 16 ago. 2017

 

 

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS – SES. Sífilis 2017. Belo Horizonte, 2017. Disponível em: <http://www.saude.mg.gov.br/sifilis>. Acesso em: 16 ago. 2017.

 

V-3.0.1

SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÕES - SINAN / NET. Disponível em: http://sinan.saude.gov.br/sinan/login/login.jsf. Acesso em: 21 ago. 2017.

 

 

 

 

http://carrancas.mg.gov.br


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